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O propósito de Deus e a Grande Comissão

O que é a Grande Comissão? Na Bíblia vemos o plano de Deus para salvar o homem libertando-o do poder do pecado e capacitando-o para alcançar outros para viverem no centro de sua vontade. (Is 6.5-8) Os quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João) relatam sobre o cumprimento da promessa da vinda de Jesus para salvar o mundo. Ele veio e ensinou tudo acerca da vontade de Deus. (Mt 7.21) Finalmente ele morreu em uma cruz pagando a pena pelos pecados da humanidade. Após a realização deste sacrifícioele deixou um encargo muito importante para seus discípulos. Em João João 20.21, após sua ressurreição, Jesus se expressou assim: “Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.” Você já parou um pouco para pensar nisto? A grande questão agora é esta: Será que o mundo já tomou conhecimento da redenção que há somente na pessoa de Cristo? E por que isto ainda não aconteceu? O que podemos fazer neste sentido? Esta é a nossa grande comissão.

Sabemos que o mundo está cheio de religiões, mas praticar uma religião, embora com bons ensinos morais, não significa que estão salvos. Devemos ter sempre em mente que, em relação à salvação Jesus único e exclusivo. Ele mesmo se expressou assim: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (João 14.6)

Seguramente muitos religiosos não conhecem verdadeiramente a Jesus, não desafrutam de um relacionamento com Ele. Muitos se encontram aprisionados pelo poder do pecado. Este é o motivo pelo qual precisamos urgentemente compartilhar a boa notícia libertadora do Evagelho de Cristo. Como testemunhas do poder transformador de sua Palavra podemos atuar como cooperadores de Deus nesta nobre tarefa. Veja sobre isto o que está escrito em Isaias 43.10,11 e Salmos 96.2,3, respectivamente:

“Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, e meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há Salvador.”

“Cantai ao Senhor, bendizei o seu nome; anunciai a sua salvação de dia em dia. Anunciai entre as nações a sua glória; entre todos os povos as suas maravilhas.”

Igualmente no Novo testamento vemos a ordem expressa de Cristo para anunciarmos a Boa Nova de salvação não somente onde estamos, mas até aos confins da terra. Esta missão foi comissionada a todos os salvos sem excessão, então precisamos estar envolvidos de alguma maneira nesta tarefa ainda inacabada. Vejamos alguns textos referente à Grande Comissão:

“E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” (Mateus 28.18-20)

E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. ” (Marcos 16.15-16)

“E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos, e em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. E destas coisas sois vós testemunhas.” (Lucas 24.46-48)

“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.” (Atos 1.8)

Quando Cristo nos ordenou “ide ir por todo o mundo,” o termo usado por Ele foi “ethnos”, que em grego significa “grupos de povos”, “grupos étnicos” e não nações no sentido usual. Sendo assim há ainda muitos povos não alcançados que precisam conhecer a Cristo. Apocalipse 5.9 é uma referência ao trabalho missionário da igreja no alcance destes grupos. Neste texto lemos sobre tribo, língua, povo e nações os quais estarão diante do Cordeiro. Esses grupos conheceram a Cristo mediante à obediência daqueles que obedeceram ao ide de Cristo pelo mundo. Veja abaixo um pouco mais sobre o nosso desafio missionário:

  • Quase dois terços da população mundial ainda não ouviu a mensagem do Evangelho!
  • Milhares de grupos étnicos nunca foram alcançados com as Boas Novas!
  • Muitas tribos espalhadas no mundo nunca receberam um só missionário!
  • A população do mundo dobrará em menos de 50 anos!
  • 1.700 idiomas, aproximadamente, não possuem um único texto bíblico traduzido!

É claro que há alguns grupos de povos com algum tipo de testemunho do Evangelho, mas isto não significa que já foram alcançados. Conscientes desta urgente necessidade precisamos nos envolver de forma mais intensiva, orando, contribuindo financeiramente ou mesmo indo.

Por Onde começar?

Fazer missões em termos gerais significa praticar a evangelização de forma pessoal ou coletiva. Comece em sua casa, em sua rua, bairro ou cidade. Deus tem um grande projeto em nossa vida para expandir seu reino na terra. Para ajudá-lo nesta nesta tarefa, elaboramos um esboço simples sobre o plano da salvação. Aprenda-o, pratique e ensine a outros. À medida que praticamos ganhamos experiência e mais confiança na ministração da Palavra. Certamente muitos obstáculos surgirão, mas há também uma incomparável recompensa para os que anunciam esta boa notícia. Em 1 Coríntios 15.58 lemos assim: “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.”

Veja um breve esboço do Plano de Deus para a salvação:

  • Mostre o amor de Deus providenciando salvação em Cristo: Jo 3.16; 1 Co 15.3
  • Mostre que todos pecaram: Rm 3.23; Sl 51.5; Ec 7.20
  • Mostre na Bíblia manifestações de pecado: 1 Co 6.9,10; Gl 5.18-21; Ef 5.5,6; Ap 21.8
  • Mostre a condenação que o pecado traz: Rm 6.23
  • Mostre a nossa necessidade de arrependimento: At 3.19; Ez 18.21; Is 55.6,7
  • Mostre que é necessário crer em Jesus como Salvador: Jo 5.24; At 16.31
  • Mostre a necessidade de confessar a Cristo publicamente: Mt 10.32,33; Rm 10.10
     

O esboço acima é sugestivo. Obviamente há inúmeras formas de se apresentar o Plano de Deus para a Salvação. Entretanto em toda abordagem deve-se enfatizar o grande o amor de Deus pela humanidade, o perigo de se viver naturalmente no pecado bem como a necessidade de arrependimento e cofissão.

Observações importantes em uma abordagem avangelística:

Após falar sobre o grande amor de Deus para nos salvar e como o pecado entrou no mundo, não esqueça também de abordar sobre:

1. A exclusividade da salvação em Cristo – Com muita amabilidade deixe em claro que não existe salvação em outra pessoa. (Leia Isaias 43.11; Atos 4.12)

2. A insuficiência das boas obras – Esclareça também que não podemos ser salvos por obras. (Ef 2.8,9; Tt 3.5) Se assim fosse, por que então Deus enviaria Jesus para morrer em sacrifício por nós? Pensar dessa forma é, em outras palavras, desprezar o sacrifício de Jesus por nós. (Hb 9.22)

3. A ordem expressa de Jesus – Explique que você está apenas obedecendo à ordem do Cristo ressurreto expressa em Marcos 16.16: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.”

4. Finalmente faça o convite – Após explicar todo o plano de Deus, chegou a hora de saber se a pessoa deseja receber a Cristo como salvador ou não. Lembremo-nos o que escreveu John Stott: “Nada de pregação sem convite e nada de convite sem pregação”. Então você pode perguntar assim:

a) “Você compreendeu o plano de Deus para a salvação?” Isso lhe dá a oportunidade de esclarecer quaisquer dúvidas e assegurar-se de que a pessoa compreendeu mesmo a mensagem do Evangelho. Se a pessoa responder positivamente você pode fazer outra pergunta:

b) “E então, gostaria de receber a Cristo Salvador agora?” Lembre-se que a entrada no Reino de Deus é parecido como a aceitação de um convite para as bodas (Leia Mateus 22.2-5) Neste texto você vemos que muitos rejeitaram o convite! De fato, somente aqueles que respondem positivamente podem ingressar no Reino de Deus. (Rm 10.8-10)

Se a pessoa responder positivamente faça uma oração com ela. Parabenize-o(a) pela decisão mais imortante do mundo e aproveite a oportunidade para dizer-lhe algumas coisas importantes que ocorreu em sua vida ao tomar esta decisão. 

Bom, se a pessoa quiser deixar para mais tarde, mostre-lhe na Bíblia o perigo desse adiamento. Veja alguns textos sobre isto:

Hebreus 3.7: “…se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais o vosso coração…
Tiago 4.14:  “…Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa”

Geralmente algumas pessoas apresentam desculpas para não receber a Jesus como Salvador. O evangelista precisa aprender  lidar com as situações. Em fim, não desanime na realização desta tarefa. Jesus deixou uma mensagem especial para aqueles que compartilham a Sua mensagem:

“…E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” (Mt 28.20)

2º Trimestre de 2016 - Carta aos Romanos

 
 

2º Trimestre de 2016.

Maravilhosa Graça

O Evangelho de Jesus Cristo revelado na Carta aos Romanos
Comentário: Pr. José Gonçalves
 
Sumário

Lição 1 - A Epístola aos Romanos
Lição 2 - A Necessidade Universal da Salvação em Cristo
Lição 3 - Justificação, somente pela fé em Jesus Cristo
Lição 4 - Os Benefícios da Justificação
Lição 5 - A Maravilhosa Graça
Lição 6 - A Lei, a Carne e o Espírito
Lição 7 - A Vida Segundo o Espírito
Lição 8 - Israel no Plano da Redenção
Lição 9 - A Nova Vida em Cristo
Lição 10 - Deveres Civis, Morais e Espirituais
Lição 11 - A Tolerância Cristã
Lição 12 - Cosmovisão Missionária
Lição 13 - O cultivo das relações interpessoais
 
Material de apoio ao 2º trimestre de 2016 Lição,livro e ensinadorClique aqui

1º Trimestre de 2016 - O FINAL DE TODAS AS COISAS - Esperança e glória para os salvos

 


 

Comentarista: Pr. Elinaldo Renovato de Lima

 

Sumário
Lição 1 - Escatologia, o Estudo das Últimas Coisas
Lição 2 - Sinais que Antecedem a Volta de Cristo
Lição 3 - Esperando a Volta de Jesus
Lição 4 - Esteja Alerta e Vigilante, Jesus Voltará
Lição 5 - O Arrebatamento da Igreja
Lição 6 - O Tribunal de Cristo e os Galardões
Lição 7 - As Bodas do Cordeiro
Lição 8 - A Grande Tribulação
Lição 9 - A Vinda de Jesus em Glória
Lição 10 - Milênio - Um Tempo Glorioso para a Terra
Lição 11 - O Juízo Final
Lição 12 - Novos Céus e Nova Terra
Lição 13 - O Destino Final dos Mortos

O Verdadeiro Sentido da Páscoa (Pêssach)

Páscoa é a festa que marca o início do calendário bíblico de Israel e delimita as datas de todas as outras festas na Bíblia. Páscoa (Pêssarr, em hebraico) significa literalmente “passagem” (pois o Senhor “passou” sobre as casas dos filhos de Israel, poupando-os. Ex 12:27). É uma FESTA instituída por D-us como um memorial para que os filhos de Israel jamais se esquecessem que foram escravos no Egito, e que o próprio D-us os libertou com mão poderosa, trazendo juízo sobre os deuses do Egito e sobre Faraó. (Ex 12). Páscoa fala de memória, de identidade. O povo de ISRAEL foi liberto do Egito para poder servir a D-us e ser luz para as nações. Páscoa é uma FESTA instituída para que jamais ISRAEL se esquecesse quem foi, quem é e o que deve ser. Da mesma forma,  todos os que são discípulos do Mashiach são co-herdeiros e co-participantes das promessas e das alianças dadas por D-us a Israel, pois através do Evangelho foram enxertados em ISRAEL e são parte do mesmo corpo (judeus e não-judeus), a Família de D-us (Ef 3:6). Daí, conforme o ensino apostólico em I Co 5:8, os discípulos de Yeshua não-judeus podem e devem também celebrar este memorial. O simbolismo da Páscoa é parte da mensagem no Novo Testamento, e toda a obra da Cruz se baseia no evento da Páscoa Judaica. Yeshua não apenas é morto em Páscoa, mas ele simboliza o próprio CORDEIRO pascal (I Co 5:8), que TIRA o pecado do mundo (Jo 1:29) e cujo sangue nos liberta, nos resgata da escravidão do pecado e nos SELA como Seus filhos.  Nele (Yeshua), somos feitos NOVAS CRIATURAS sem o fermento da malícia e da maldade. Como podemos ver, não se pode entender a obra da cruz sem o conhecimento dessa que é a mais simbólica das Festas de D-us. Páscoa fala de nossa LIBERTAÇÃO para servirmos a D-us.

Representação de um Sêder (jantar) de Pêssach dos dias de Yeshua

Como os antigos judeus comemoravam esta data?
Segundo Ex capítulo 12, Páscoa deveria ser celebrada com um jantar familiar, onde um Cordeiro seria assado e comido por todos. O jantar também deveria ter o pão asmo ou sem fermento (matzá, em hebraico) e ervas amargas. O pão sem fermento nos ajuda a lembrar que na noite da Páscoa no Egito, comemos às pressas e o pão não teve tempo de fermentar. As ervas amargas nos lembram de como nossa vida era amarga quando éramos escravos de Faraó. Por volta do ano 550 a.C., os judeus criaram uma seqüência para o jantar (chamada de Hagadá), que incluía o RELATO do Êxodo, os 4 cálices de vinho e o Charosset (pasta doce).  A intenção do mandamento (Ex 12:26) é que TODOS os membros da família participem das narrativas e da liturgia, e que a festa seja uma ferramenta DIDÁTICA para se ensinar às crianças sobre como o Senhor nos libertou com mão forte do Egito. Yeshua, quando celebrou seu último jantar de Páscoa com os discípulos, seguiu exatamente a tradição judaica vigente em sua época e até os dias de hoje. Ele utilizou quase todos os elementos e a seqüência que temos hoje nos lares judaicos. Não apenas isso, mas ele utilizou parte da tradição criada no séc VI a.C. para institucionalizar a Santa Ceia (um Kidush com simbolismo mais rico).

Existem adereços especiais que nos ajudam a ver como a Páscoa era comemorada?
A forma como desde o século VI a.C. os judeus celebram a Festa de Páscoa é praticamente a mesma de hoje. Na mesa temos um prato especial chamado “Keará”. Nele dispomos os elementos do jantar:  Beitsá (um ovo cozido que representa a oferta de Páscoa feita no Templo – Chaguigá), o Zerôa (um osso de cordeiro que representa o Cordeiro Pascal – nos lares judaicos tradicionais não se come cordeiro em luto à destruição do Templo), as ERVAS Amargas (Karpás: batada cozida ou cebola – que representa o duro trabalho dos hebreus no Egito;  o Marôr: gengibre; e o Chazêret: salsão), e o Charôsset (uma pasta doce que se assemelha a um barro – lembrando do barro que os filhos de Israel amassavam no Egito para fazerem tijolos). Além dos elementos do PRATO KEARÁ, temos também TRÊS pães ásmos e 5 cálices de vinho – cada um com um simbolismo diferente.

O Keará (prato de Pêssach) com os elementos do Jantar

Como as famílias devem hoje celebrar esta data?

Os Judeus (sejam eles crentes em Yeshua ou não), celebram esta festa da forma descrita acima pois ela é um estatuto perpétuo (Ex 12:14).  Para os judeus crentes, esta festa é ainda mais especial, pois Yeshua é o nosso Cordeiro Pascal. Mas e os cristãos não-judeus? Temos provas históricas que a Igreja, até meados do séc IVd.C., celebrava a Festa de Páscoa como os judeus (com pães asmos e no dia 14 de Nissan) – I Co 5:8 e Cl 2:16. Algumas obras Patrísticas também atestam a mesma coisa (Peri Pascha – Melito de Sardes – séc II d.C.). Vejam o que escreve Polícrates, então bispo de Éfeso, sobre a celebração de Pêssach. Ele estava argumentando contrariamente à decisão do Bispo de Roma, Papa Vitor I, sobre a imposição de mudança da data e do simbolismo da Páscoa:

“Nós observamos o dia exato, sem tirar nem por. Pois na Ásia grandes luminares também caíram no sono [morreram], (…) incluindo João, que foi tanto uma testemunha quanto um professor, que se deitou no peito do Senhor e (…)  Policarpo, que foi bispo e mártir; e Tráseas, bispo e mártir de Eumênia, que dormiu em Esmirna. Por que precisaria eu mencionar o bispo e mártir Sagaris, que se deitou em Laodicéia, ou o abençoado Papirius ou Melito (…)? Todos estes observavam o décimo-quarto dia da Páscoa judaica de acordo com o evangelho, não desviando em nenhum aspecto, mas segundo a regra de fé. E eu também, Polícrates, o menos importante de todos, faço de acordo com a tradição de meus pais (…) E meus parentes (07 outros bispos) sempre observaram o dia que as pessoas separavam o fermento (…) Pois os que são maiores que eu disseram ‘Nós devemos obedecer a Deus ao invés dos homens…‘ (…)”.  Eusébio sobre a Carta de Polícrates de Éfeso ao Papa Vitor I – História Eclesiástica – Livro V – Cap. 24

A Pascoa Judaica só foi proibida de ser celebrada no Concílio de Antioquia, em 341 d.C, e demorou quase 400 anos até que as pessoas tivessem deixado de vez esta tradição dos apóstolos. Assim, os cristãos de hoje deveriam obedecer ao apóstolo Paulo e seguir o exemplo dos primeiros crentes, realizando em suas igrejas e em suas famílias um jantar festivo, com pão sem fermento, o cordeiro assado e ervas amargas, para se lembrarem de como a vida era amarga antes de conhecermos a Yeshua, e como ele nos RESGATOU com mão forte das garras do inimigo e da escravidão do pecado, e nos fez NOVA CRIATURA sem o fermento do pecado. Deveríamos todos celebrar neste dia como o SANGUE do Messias foi derramado por nós, nos marcando e nos consagrando a D-us.

Um detalhe que também merece destaque é a ordenança na Torá para que nenhum ESTRANGEIRO/ESTRANHO (nechár – נֵּכָר ) participasse da celebração de Pêssach, uma vez que tal fato traria juízo sobre a vida daquele que fosse alheio ao evento e sua conotação material e principalmente espiritual. Se algum estrangeiro ou peregrino (תּוֹשָׁב  tosháv),  estivesse presente às vésperas de um jantar de Pêssach na casa de uma família judaica, este teria que ser circuncidado para poder participar (Ex. 12:43-48). Logicamente, este mandamento continua ainda em vigor. Porém, é importante lembrar das palavras dos profetas de ISRAEL que apregoam que haveria um tempo onde o Eterno APROXIMARIA ao seu povo (Israel) outros povos mediante a sinceridade da escolha em se GUARDAR a Sua aliança. Vejamos:

“Porque o SENHOR se compadecerá de Jacó, e ainda elegerá a Israel, e os porá na sua própria terra; e unir-se-ão a eles os ESTRANGEIROS, e estes se ACHEGARÃO à casa de Jacó”. (Is 14:1)

“Aos ESTRANGEIROS (נֵּכָר ) que se APROXIMAM ao SENHOR, para o servirem e para amarem o nome do SENHOR, sendo deste modo servos seus, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e ABRAÇAM A MINHA ALIANÇA, também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios SERÃO ACEITOS no meu altar, porque a minha casa será chamada Casa de Oração para TODOS os povos. Assim diz o SENHOR Deus, que congrega os dispersos de Israel: Ainda CONGREGAREI outros aos que já se acham reunidos”. (Is 56:6-8)

Ou seja, o próprio ETERNO aproximaria e enxertaria em seu povo ISRAEL, OUTROS povos que temem o SEU nome e guardam a SUA aliança. Sabemos que a obra do MASHIACH YESHUA consiste exatamente em APROXIMAR os gentios das promessas e alianças feitas pelo ETERNO a ISRAEL, fazendo-os CO-HERDEIROS e CO-PARTICIPANTES com ISRAEL. Tais gentios, servos do D-us altíssimo mediante a OBRA do Messias, NÃO SE TORNAM JUDEUS, mas sim, passam a fazer parte do POVO de D-us, juntamente com os Judeus. Vejamos como o rabino Shaul (Ap. Paulo) explica esse princípio para gentios crentes no Messias Yeshua:

“Portanto, lembrai-vos de que, outrora, vós, gentios na carne, chamados incircuncisão (…), naquele tempo, estáveis sem Messias, SEPARADOS da comunidade de ISRAEL e ESTRANHOS às alianças da promessa (…) Mas, agora, no Messias Yeshua, vós, que antes estáveis longe, fostes APROXIMADOS pelo sangue do Messias. (…) E, vindo, evangelizou paz a vós outros que estáveis longe e paz também aos que estavam perto; porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um Espírito. Assim, já NÃO SOIS ESTRANGEIROS ( נֵכָר nechár) ou  PEREGRINOS (תּוֹשָׁב  tosháv), mas concidadãos dos santos, e sois da FAMÍLIA de Deus (…)”. (Ef 2:11-19 );

“…os gentios são co-herdeiros, membros do mesmo corpo e co-participantes da promessa através do Mashiach Yeshua,  por meio do evangelho; (Ef 3:6);

Os Gentios que receberam a aproximação e remissão de suas iniquidades através da obra do Messias, são feitos também FILHOS DE ABRAÃO e também são HERDEIROS da PROMESSA, não mediante a descendência sanguínea ou pela CIRCUNCISÃO DA CARNE, mas pela fé: ” E, se sois do MASHIACH, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa”. (Gl 3:29) Não é a circuncisão que purifica os gentios crentes em D-us, mas a obra de redenção do Mashiach. Veja uma outra instrução do rabino de Tarso para GENTIOS servos do Senhor Yeshua:

“Nele (Yeshua), também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos. E  a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de DOGMAS (δόγμασιν “dogmas” – leis NÃO-BÍBLICAS  que desprezavam o não-judeu), o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz;” (Cl 2:11-14).  Ou seja, esses gentios em Cristo não são, DE FORMA ALGUMA, ESTRANHOS ou ESTRANGEIROS à fé no D-us de Abraão, Isaque e Jacó. Não são peregrinos nem povos inaptos a adorarem a D-us. SÃO TAMBÉM FILHOS DE ABRAÃO CONFORME A PALAVRA DOS PROFETAS DE ISRAEL.

Assim, o não-judeu que serve ao D-us de Israel através da obra do Messias Yeshua, não se encaixa na proibição de Ex cap. 12, pois não é estranho nem estrangeiro em relação à fé e à aliança de D-us com o seu povo. Ele foi aproximado e feito POVO de D-us juntamente com os judeus (Is 14:1; 56:8). Por isso, o rabino Shaul ORDENA a celebração de Pêssach também aos gentios no Messias em I Co 5:8.

“Coelho” da Páscoa ou Matzá de Pêssach? Qual é a verdadeira tradição Bíblica e Apostólica?

Ovo de páscoa… pode?

A Páscoa Cristã, oficializada pelos pais da Igreja Católica no séc IV d.C.,  foi instituída com o intuito de substituir a Páscoa celebrada por Yeshua e pela Igreja até então. Nos países de língua anglo-saxônica a páscoa cristã é conhecida como “Easter”, mas nos países de língua latina a palavra “Páscoa” foi mantida como uma transliteração da palavra “Pêssach”, em hebraico). O nome “Easter” é proveniente de uma festividade de primavera celebrada por Assírios, Babilônios (e posteriormente Celtas), em adoração a deusa Ishtar (ou Oestre no mundo nórdico). Esta era a deusa da fertilidade, daí ovos e coelhos eram usados como simbolismos. Em outras palavras, qualquer historiador ou qualquer enciclopédia atestará que a origem do ovo é pagã. Se temos a verdadeira Páscoa que era celebrada por Yeshua, pelos apóstolos e pela Igreja até o séc. VI d.C, porque deveríamos adotar costumes pagãos em nossas casas? Será que Yeshua endossaria a troca de ovos enfeitados e coelhos de chocolates? Que cada discípulo de Cristo verdadeiro saiba discernir a Fé que vive e ensina à seus filhos.

Shalom e Chag Pêssach Samêach a todos!

Autor:

Nascido em 1977, Matheus é descendente de Judeus com origem na Itália e em Portugal. É graduado em Comunicação Social (PUC-MG) tendo também estudado teologia com ênfase em Estudos Judaicos (EUA) e Hebraico e Cultura Judaica (Israel). Atua como professor na Sinagoga Har Tzion, em Belo Horizonte, desde 2001. Atualmente, é vice-presidente do Ministério Ensinando de Sião – Brasil, diretor do CATES (Centro Avançado de Teologia Ensinando de Sião), da TVSIAO.COM e um dos líderes da Sinagoga Har Tzion. Matheus é casado com Tatiane e tem dois lindos filhos, Daniel e Benjamin. (facebook.com/mzandonna)

 
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