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Ação Social no Conjunto Araucária - 23 10 2016
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Casa de Oração - Conj. Araucaria - Culto do dia 05 08 2016
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Culto de Primicias e Santa Ceia do Senhor - 1º Domingo do mês
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  • LIÇÃO 7: O EVANGELHO NO MUNDO ACADÊMICO E POLÍTICO

    LIÇÃO 7: O EVANGELHO NO MUNDO ACADÊMICO E POLÍTICO

    LIÇÃO 7: O EVANGELHO NO MUNDO ACADÊMICO E POLÍTICO

                                 9 de Agosto de 2016

    Texto Áureo

    "A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa f é não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus." (l Co 2.4,5)

    Verdade Prática

    Somente o Evangelho de Cristo, no poder do Espirito Santo, para destruir as fortalezas e a resistência do universo académico e do mundo político.

      

    LEITURA DIÁRIA

     


    Segunda – Dn 1.1-8: Os hebreus na universidade de Babilónia

    Terça – Dn 1.19,20: A excelência académica de Daniel

    Quarta – 1Co 1.18: A supremacia da Mensagem da Cruz 

    Quinta – 1Tm 2.7: Paulo, doutor dos gentios

    Sexta – Cl 4.14: Lucas, um evangelista acadêmico

    Sábado – Mt 23.24: Sábios a serviço do Evangelho de Jesus Cristo

     

    LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

    Daniel 2.24-28

    24 Por isso Daniel foi ter com Arioque, ao qual o rei tinha constituído para matar os sábios de Babilônia; entrou, e disse-lhe assim: Não mates os sábios de Babilônia; introduze-me na presença do rei, e declararei ao rei a interpretação.

    25 Então Arioque depressa introduziu a Daniel na presença do rei, e disse-lhe assim: Achei um homem dentre os cativos de Judá, o qual fará saber ao rei a interpretação.

    26 Respondeu o rei, e disse a Daniel ( cujo nome era Beltessazar ): Podes tu fazer-me saber o sonho que tive e a sua interpretação?

    27 Respondeu Daniel na presença do rei, dizendo: O segredo que o rei requer, nem sábios, nem astrólogos, nem magos, nem adivinhos o podem declarar ao rei;

    28 Mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de acontecer nos últimos dias; o teu sonho e as visões da tua cabeça que tiveste na tua cama são estes.

     

    HINOS SUGERIDOS 63,149, 600 DA HARPA CRISTÃ

    OBJETIVO GERAL

    Mostrar que precisamos alcançar com as Boas-Novas o mundo académico e político.

     

    OBJETIVOS ESPECÍFICOS

    Compreender que Daniel fez a diferença na universidade de Babilónia.

    Conscientizar de que Daniel e seus amigos souberam realçar a sobera­nia do Deus único e verdadeiro na academia babilónica.

    Explicar a intervenção de Deus na política babilônica.

     

    * INTERAGINDO COM O PROFESSOR

    Como Igreja do Senhor Jesus, precisamos alcançara todos com as Boas-Novas. O mundo académico e político também precisam de ações evangelísticas por parte da Igreja. A Escola Dominical deve preparar os crentes para serem testemunhas do Deus Todo-Poderoso nas universidades e na esfera política. Infelizmente, ao chegarás universidades, muitos acabam sendo envolvidos por filosofas malignas, apostatando da f é cristã. Precisamos seguir o exemplo de Daniel e seus amigos. Eles tiveram uma vida pública, política e académica de sucesso, exaltando e glorificando o nome do Senhor. Estes não se deixaram contaminar pela cultura babilónica, mas foram "sal" e "luz" em meio a uma sociedade corrompida pelo pecado.

     

    INTRODUÇÃO

    A evangelização nas universidades também deve ser uma prioridade máxima da igreja, pois do universo académico saem os cientistas, educadores, formadores de opinião e boa parte dos governantes e le­gisladores. Cabe-nos, pois, preparar adequadamente nos­sos irmãos em Cristo, a fim de que, nocampus, atuem como reais testemunhas de Jesus Cristo. Somente desta maneira viremos a ter um país mais justo e comprometido com a Ética Cristã.

     

    Nesta lição, veremos o exemplo de Daniel e seus três companheiros. Exilados em Babilónia, destacaram-se como académicos, servidores públicos e políticos. Eles mostraram, em atos e palavras, a supremacia do Deus de Israel.

    A vida desses hebreus serve de exem­plo aos académicos e políticos cristãos, que lutam por levar o Evangelho às mais altas esferas do conhecimento e do poder.

    l – DANIEL NA UNIVERSIDADE BABILÔNICA

    Em Babilónia, Daniel e seus três companheiros foram reeducados na língua e na cultura dos caldeus (Dn 1.4).

    Eles, porém, jamais renunciaram o seu temor a Deus, que é o princípio de toda a sabedoria (Pv 1.7).

     

    1. Uma vida testemunhal.

    Antes mesmo de serem matriculados na universidade babilónica, eles resolveram firmemen­te, em seu coração, não se contaminar com a cultura caldaica (Dn 1.8). O seu ob­jetivo não era destruí-la, mas transformá-la através de uma postura santa e testemunhal. Mais adiante, eles vieram a influenciar até mesmo a classe política do império.

     

    Os crentes devem ser orientados para que testemunhem de Cristo também no campus universitário. Em primeiro lugar, o universitário crente evangeliza através de um testemunho santo e ir­repreensível que, por si mesmo, é uma mensagem. E, também, por meio de uma abordagem sábia e oportuna, que mostre a razão de nossa esperança (l Pé 3.15). Nenhum universitário cristão deve sacrificar o Evangelho no altar da pós-modernidade. Antes, que seja opor­tuno na proclamação de Cristo.

     

    1. Uma carreira académica teste­munhal.

    Incentivemos nossos irmãos (as) a que sobressaiam pela excelência aca­démica. Se apresentarem rendimentos medíocres, como poderão demonstrar que o amor a Cristo conduz à verdadeira sabedoria? Vejamos o exemplo de Daniel e seus companheiros. Eles formaram-se com louvor máximo: "E em toda matéria de sabedoria e de inteligência, sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos ou astrólogos que havia em todo o seu reino" (Dn 1.20).

    A mediocridade académica depõe contra o Evangelho. O crente que ama a Cristo adora-o também com as suas notas, graduações, mestrados e doutorados.

     

    1. Uma carreira testemunhal.

    Daniel e seus três companheiros foram inseridos, imediatamente, na elite cultural e científica de Babilónia. E, nessa posição, Daniel ficaria por mais de 70 anos (Dn 1.21). Jesus precisa de testemunhas em todas as áreas do saber humano. Ele também morreu pelos cientistas, médicos, advogados, sociólogos e educadores. Se preparar­mos devidamente os crentes, levaremos Cristo à elite cultural de nossa nação e do mundo. Por conseguinte, treinemos os crentes para que formem, no compus, grupos de oração, estudo bíblico e evangelismo. Desses núcleos, Deus haverá de suscitar testemunhas irresistíveis de sua Palavra. O Evangelho de Cristo não pode ausentar-se das áreas cultas.

     

    PONTO CENTRAL

    A Igreja do Senhor precisa fazer a diferença no mun­do académico e político.

     

    SÍNTESE DO TÓPICO l

    Daniel e seus amigos foram educa­dos na universidade babilónica, mas não se corromperam.

     

    SUBSÍDIO TEOLÓGICO

    Arqueólogos revelam que os quatro jovens devem ter estudado por exemplo: língua caldeia, textos cuneiformes em caldeu e acádio, uma vasta gama de re­sumos sobre religião, magia, astrologia e ciências, além de falarem e escreverem em aramaico.

     

    Aproveite para mostrar aos alunos que quando o nosso compromisso com Deus é forte, isso não significa ne­cessariamente que seremos corrompidos por uma educação pagã, numa sociedade pagã" (RICHARDS, Lawrence O. Cuia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Génesis a Apocalipse capítulo por capítulo, 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p, 513).

     

    II-DEUS NA ACADEMIA BABILÔNICA

    Daniel e seus três companheiros estavam a serviço de um governante que desconhecia por completo a so­berania divina. Entretanto, souberam como, num momento crítico, realçar a soberania do Único e Verdadeiro Deus.

     

    1. A crise escatológica.

    O rei Na­bucodonosor estava preocupado com o futuro de seu império, quando Deus lhe mostrou, em sonho, o estabelecimento do Reino do Céu na Terra. Como nenhum de seus magos ou astrólogos fora capaz de interpretar-lhe o sonho, decretou a morte da elite intelectual de Babilónia (Dn 2.5). A academia babilónica era inútil naquele momento.

     

    Crises semelhantes desafiam os académicos cristãos nas diversas áre­as do conhecimento. Por essa razão, precisam estar alicerçados na Palavra de Deus, a fim de mostrar o Evangelho de Cristo como a única solução a todos os problemas humanos.

     

    1. A resposta teológico-evangélica.

    Naquele momento de crise, e diante da própria morte, Daniel apresenta corajosamente a resposta divina: "Mas há um Deus nos céus, o qual revela os segredos; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de ser no fim dos dias [...]" (Dn 2.28). E, assim, o profeta fez saber a Nabucodonosor o programa divino para os últimos dias.

     

    Somente o Evangelho de Cristo pode responder às questões que tanto angustiam a humanidade. Aproveite, pois, a crise atual, para proclamar a todos, inclusive aos sábios e poderosos, que somente Cristo pode resgatar a sociedade atual de uma ruína certa e anunciada.

     

    CONHEÇA MAIS

    Império Babilónico

    "Depois da destruição de Nínive, sete anos antes, o Império Babilónico começou a crescer tão rapida­mente que não dispunha de número suficiente de ba­bilónios cultos para a cúpula governamental. Por isso, Nabucodonosor levou para Babilónia jovens saudáveis de boa aparência e de alto nível cultural a fim de ensi­nar-lhes a cultura dos caldeus e, assim, torná-los úteis ao serviço real. Entre eles estavam Daniel e seus três amigos". (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD).

     

    SÍNTESE DO TÓPICO II

    Daniel e seus amigos souberam realçar a soberania do Deus único e verdadeiro na academia babilónica.

     

    SUBSIDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

    Daniel resolveu desde o início não se contaminar. Não abriria mão de suas convicções, mesmo se tivesse de pagar com a vida por isso. Note-se que Daniel não tinha agora a presença dos seus pais para orientá-lo nas suas decisões; mas seu amor a Deus e à sua lei achava-se de tal modo arraigados nele desde a infância, que ele somente desejava servir ao Senhor de todo coração.

     

    Aqueles que resolvem permanecer fiéis a Deus, enfrentando a tentação, receberão forças para permanecerem firmes por amor ao Senhor. Por outro lado, aqueles que antes não tomam a decisão de permanecer fiéis a Deus e à sua Palavra, terão dificuldade para re­sistir ao pecado ou evitar conformar-se corn os caminhos do mundo" [Lv 19.29; 21.7,14; Dt 22.2] (Bíblia de Estudo Pen­tecostal Rio de Janeiro: CPAD, p. 1244).

     

    III. A INTERVENÇÃO DE DEUS NA POLÍTICA BABIÔNICA

     

    Daniel já era bastante idoso quando foi convocado a gerir a pior crise do Império Babilónico. Naquele instante, ele não poderia ser politicamente correto. Por isso, proclamou corajosa­mente a sentença divina sobre o reino de Belsazar.

     

    1. A corrupção de Babilónia.

    Em­bora Nabucodonosor tenha reconheci­do o senhorio divino em três ocasiões, seu filho, Belsazar, ao substituí-lo, não demorou a levar o império à ruína. Numa noite de orgia e insultos ao Deus de Israel, ele profanou os utensílios sagrados do Santo Templo na pre­sença de suas mulheres, concubinas e grandes (Dn 5.1-3). Naquela mesma hora, o Senhor escreveu, na parede do palácio, a sentença de morte daquele reino. O mesmo acontece no Brasil.

    Deus está a requerer de seu povo uma atitude mais evangélica, santa e decisiva (2 Cr 7.14).

     

    1. Daniel, o incorruptível.

    Como nenhum académico babilónico fosse capaz de ler a sentença divina escrita na parede, o nome do velho profeta é evocado. Já na presença do rei e rejeitando todos os dons e agrados que este lhe oferecera, Daniel leu a sentença (Dn 5.25-31). Mais uma vez, ele não se deixou enlaçar pelo charme do politicamente correio. Interpretando a inscrição, repreendeu energicamente o monarca.

     

    Que os homens públicos cristãos não se furtem ao seu dever. Que venhamos, neste momento de crise económica e política que debilita o Brasil, anunciar que Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida e que bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor. Os governantes, legisladores e juizes também precisam ouvir que Jesus salva, cura, batiza com o Espírito Santo e, em breve, virá nos buscar.

     

    SÍNTESE DO TÓPICO III.

    Deus é soberano e Senhor. Ele in­terveio no político babilónica.

    SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

    A Religião Babilónica

    Com a ascensão da supremacia da cidade da Babilónia, Marduque, o patrono da cidade, tornou-se a principal divindade do panteão babilónico. Uma festa de ano novo chamada de festa de “akitu” era realizada anualmente em sua honra, na qual uma batalha simulada entre o rei e o dragão das profundezasera come­morar a primitiva de Marduque sobre o caos.

     

    O propósito da era anunciar o novo com um ritual assegurar paz, a prosperidade e a felicidade por todo o ano.

     

    Outras divindades adoradas pelos babilónicos eram Anu, do céu; Enlil, deus do vento e da terra, Ea, deus do submundo -juntos, formavam uma tríade de divindades. Outra tríade importante era Sin, o deus-sot de Ur; e Harã, os primeiros abrigos da família de Abraão; Sairias, a divindade do sol; e Istar, deusa do amor e da guerra, equi­valente à Astarte dos fenícios, Astarote mencionada na Bíblia, e Afrodite dos gregos, Outras divindades significativas foram Nabo, o deus da escrita e Nergal (irmão de Marduque), o deus da guerra e da fome.

     

    Os deuses da Babilónia eram, em sua origem, personificações das várias forças da natureza, A religião babilónica era dessa forma, orna adoração à natu­reza em todas as suas partes, prestando homenagem a seres super-humanos que eram ao mesmo tempo amigáveis e hostis, com frequência representados por fornias humanas, animais (Bíblia de Estudo Pentecostal.1ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, pp. 2134697).

     

    CONCLUSÃO

    Que os líderes saibam como pre­parar aqueles que vão frequentar uma universidade. À semelhança de Daniel e seus companheiros, estes poderão fazer uma grande diferença no mundo académico e na esfera política. O Senhor Jesus precisa de crentes em todas as camadas sociais.

     

    PARA REFLETIR

    A respeito do Evangelho no mundo académico e político, responda:

    * Por que a evangelização académica é prioridade da igreja?

    Porque no universo académico saem os cientistas, educadores, formadores de opinião e boa parte dos governantes e legisladores.

    * De que modo os académicos podem testemunhar de Cristo?

    Por intermédio de uma vida testemunhal e uma carreira académica excelente.

    * Como atuaram Daniel e seus companheiros em Babilónia?

    Atuaram de forma excelente, exaltando e glorificando o Deus Todo-Poderoso.

    * Fale da intervenção de Daniel na cultura babilónica.

    Daniel não se deixou enlaçar pela cultura babilónica nem pelo charme do politicamente correto.

    * Qual a obrigação de um político cristão ante as crises?

    Orar e anunciar que Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida e que bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor.

  • Lição 2 - 2º Trimestre - A Necessidade Universal a Salvação em Cristo

    Lição 2 - 2º Trimestre - A Necessidade Universal a Salvação em Cristo

    Lição 2 - A Necessidade Universal a Salvação em Cristo



    Lição 2 - A Necessidade Universal a Salvação em Cristo

    10 de Abril de 2016

     

    TEXTO ÁUREO

    "Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer." (Rm 3.10) [Como está escrito: esse é o fraseado comum do Novo Testamento quando ali se apela à autoridade das Escrituras. Os textos bíblicos, considerados juntamente, salientam o reinado universal do pecado e a conseqüente depravação e condenação da humanidade]

     

    VERDADE PRÁTICA

    O pecado manchou toda a raça humana e somente o sangue de Cristo é suficiente para purificá-la.

     

    LEITURA DIÁRIA

    Segunda – Rm 3.9 - Todos os homens, depois da Queda, estão debaixo do pecado

    Terça – 3.10 - Não há um nenhum justo sob a face da Terra, judeu ou gentio

    Quarta – Rm 3.23 - Todos pecaram e foram afastados da presença de Deus

    Quinta – Rm 3.20 - Nenhum homem pode ser justificado diante de Deus pelas obras da lei

    Sexta- Rm 6.23 - O castigo ou o salário para o pecado é a morte

    Sábado – Rm 3.24 - Somos justificados somente pela graça e redenção de Jesus Cristo

     

    LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

    ROMANOS 1.18 – 20:

    18 Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça.

    19 Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou.

    20 Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis.

    ROMANOS 1.25 – 27:

    25 Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.

    26 Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.

    27 E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.

    ROMANOS 2.1,17-21:

    1 PORTANTO, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo.

    17 Eis que tu que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus;

    18 E sabes a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído por lei;

    19 E confias que és guia dos cegos, luz dos que estão em trevas,

    20 Instrutor dos néscios, mestre de crianças, que tens a forma da ciência e da verdade na lei;

    21 Tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas?

     

    HINOS SURGERIDOS

    235, 291, 294 DA HARPA CRISTÃ

     

    OBJETIVO GERAL

    Mostrar que o pecado manchou toda a raça humana, por isso, todos necessitam de salvação.

     

    OBJETIVOS ESPECÍFICOS

    - Apontar a necessidade de salvação dos gentios;

    - Mostrar a necessidade de salvação dos judeus;

    - Explicar a necessidade de salvação da humanidade.

     

    • INTERAGINDO COM O PROFESSOR

    Adão e Eva pecaram ao desobedecer a Deus. O pecado deles afetou toda a humanidade, por isso, as Escrituras afirmam que "todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm 3.23). O castigo para o pecado é a morte, porém Deus por sua infinita graça, amor e misericórdia, enviou seu filho Jesus Cristo ao mundo para morrer por nossos pecados. O Filho de Deus morreu pelos judeus e gentios, pois ambos necessitam de salvação. Somente Jesus Cristo pode salvar o homem libertando-o do pecado. A salvação não pode ser alcançada pelo cumprimento da Lei ou por qualquer tipo de esforço ou sacrifícios humanos. Somos libertos do poder do pecado unicamente pela graça de Jesus Cristo.

     

    INTRODUÇÃO

    Na lição de hoje teremos a oportunidade de compreender que o pecado, em sua universalidade, atingiu os gentios, os judeus e toda a raça humana. Todos ficaram debaixo do impiedoso jugo do pecado. A necessidade de uma salvação universal, na pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo é um tema bastante claro na argumentação do apóstolo Paulo em Romanos 1.18 a 3.20. Paulo nos mostra em Romanos que tanto os pagãos, que estavam nas trevas do pecado, quanto os judeus, que se orgulhavam de possuir a Lei divina entregue a Moisés no Sinai, estão sob o domínio do pecado. Veremos nesta lição que somente a revelação da justiça de Deus em Cristo Jesus é suficiente para salvar tanto os judeus quanto os gentios. [A doutrina do pecado é uma das mais importantes doutrinas da teologia cristã, pois ocupa-se a ressaltar a condição que o homem está em função do pecado, demonstrar sua impossibilidade em agradar a Deus, com o objetivo de demonstrar que o homem está perdido e abismado em relação a Deus, e que, sozinho não pode fazer nada para alterar essa realidade. A queda é o marco da origem do pecado no mundo e de todas as deficiências que existem nele. É o momento histórico que explica tanto a origem de todo o mal existente no mundo, como a concepção correta do pecado. Assim, não compreender o pecado do ponto de vista do Velho Testamento impossibilita vislumbrar a maravilhosa graça no Novo Testamento. Da mesma forma, é necessário compreender a queda do ponto de vista teológico, pois apenas assim pode-se notar suas conseqüências danosas na humanidade, bem como em todos seus relacionamentos. Acredito que se faz necessário estudar a origem do pecado e suas conseqüências, porque para que a salvação possa ter qualquer validade é necessário que exista uma deficiência que careça ser sanada. Ou seja, sem a queda não se pode reconhecer o pecado, e sem ele não há necessidade de salvação. Pecado é um estado antes de ser um ato - nossos atos não são senão expressões dos nossos seres interiores caídos. 

     

    Paulo argumenta que todos estão caídos e necessitam ouvir e crer no Evangelho para obter salvação.

     

    PONTO CENTRAL

    O pecado afetou toda a raça humana, por isso, todos precisam de salvação.

     

    1. A NECESSIDADE DA SALVAÇÃO DOS GENTIOS (Rm 1.18-32)

     

    1. A rejeição. Ao dar início a sua argumentação em Romanos 1.18-32, o apóstolo tem em mente a triste situação na qual se encontra o mundo gentílico. Esse estado de insensibilidade frente à realidade das coisas espirituais foi proporcionado pela ignorância na qual eles viviam.

    O pecado os havia lançado para longe de Deus. Quanto mais distante do Criador, mais o pecado manifesta os seus tentáculos e ganha força. Essa atitude de rebelião contra Deus culmina na idolatria, ou seja, coloca a criatura em lugar do Criador. O homem, com suas paixões e concupiscências, e não Deus, se torna o centro da existência: "E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis" (Rm 1.23). A ignorância espiritual conduz à idolatria religiosa. [O homem é um ser moral, isto é, alguém responsável diante de Deus por seus pensamentos, fala e conduta. Como ser moral, o homem se encontra em um estado de corrupção moral, em um estado de pecaminosidade natural, irregenerado. O resumo da lei divina é amar a Deus e ao próximo (Mt 22.37-39). Paulo diz que amar é cumprir a lei (Rm 13.8-10). O homem irregenerado não possui o amor exigido por Deus e, pior, este homem caído estabelece outro objeto ou objetos para suas afeições, e tudo aquilo que se coloca em competição com Deus pode ser reduzido a um só – o eu. Auto-amor particular, à exclusão do amor supremo de Deus e amor igual aos homens é a própria raiz da depravação. A vontade própria, a auto-admiração e a justiça própria são apenas manifestações diferentes da natureza humana caída. Todas as pessoas são naturalmente propensas a alguma forma de religião; contudo, deixam de cultuar seu Criador, cuja revelação geral o torna universalmente conhecido. O pecado do egoísmo e a aversão às reivindicações do nosso Criador têm levado a humanidade à idolatria, ao erro de prestar culto a qualquer outro poder ou objeto, ao invés de cultuar a Deus (Is 44.9-20; Rm 1.21-23; Cl 3.5). Em sua idolatria, os homens caídos ‘detêm a verdade pela injustiça’ e ‘mudaram a glória de Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis’ (Rm 1.18-23).]

     

    1. A revelação. Se o mundo está em trevas, Deus não pode ser responsabilizado por isso. Esta é a argumentação de Paulo aos romanos. Deus sempre se revelou aos homens ao longo da história. Aqui fica evidente que o Senhor se deu a conhecer através das coisas criadas (Rm 1.20). Essa revelação natural, também denominada na teologia bíblica de "revelação geral", é uma testemunha contra a falta de sensibilidade da criatura diante do seu Criador. Embora o homem não possa conhecer a Deus perfeitamente através da revelação natural ou geral, conhecimento que só se torna possível através da revelação especial de Deus, Jesus Cristo, todavia ele deveria se sentir despertado para a realidade espiritual através das coisas criadas (Rm 1.21). [A revelação de Deus através das coisas criadas chamamos ‘revelação geral’. Este é o termo freqüentemente usado para se referir ao fato de Deus se fazer conhecido na criação, consciência e história. O termo é usado em distinção de “revelação especial”, a revelação salvífica de Deus através de Jesus Cristo nas Escrituras. A revelação geral é mencionada em várias passagens, mas com maior clareza em Romanos 1.18-32. Paulo escreve aqui sobre Deus se fazendo conhecido nas coisas da criação (vv. 20, 25) e na consciência do homem (v. 19;2 observe as palavras neles). Essa revelação geral, contudo, não tem poder salvífico. Ela não é nem mesmo um tipo de graça, embora muitos falem dela como um exemplo da assim chamada “graça comum”. Pelo contrário, Paulo expressa claramente que a revelação geral é uma revelação da ira de Deus, e serve somente para deixar o ímpio sem desculpa! (vv. 18, 20). A idéia de que os ímpios podem ser salvos por uma resposta moral a essa revelação geral é totalmente sem fundamento nas Escrituras, é apenas outra forma de salvação pelas obras e de humanismo religioso. Essa idéia que a revelação geral tem valor salvífico é faltamente refutada por Romanos 1. O ímpio vê as “coisas invisíveis de Deus”, particularmente seu eterno poder e divindade (v. 20). Há até mesmo um aspecto interno dessa manifestação de Deus. O versículo 19 diz que as coisas que podem ser conhecidas de Deus são manifestas “neles”. A manifestação de Deus nas coisas que foram criadas é a razão pela qual ninguém será capaz de se queixar no dia do juízo que não conhecia a Deus. Se considerarmos Romanos 1, não existe nenhum ateu. Portanto, o ímpio que nunca ouviu o evangelho pode e será condenado no dia do juízo, como resultado dessa manifestação. Não um justo sequer! A conditio sine qua non (Condição sem a qual não) para a salvação é: "Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo" (Rm 10.13). Jesus nos dá esta resposta em João 3.16; Ele salva qualquer um que acreditar nEle: "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." Ele é a Porta; o acesso ao Pai é só por Ele! Não há salvação sem fé em Jesus e em sua obra redentora no Calvário! Não há salvação sem a cruz ensangüentada! "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai a não ser por mim" (Jo 14.6). Nenhum ser humano pode ser justificado com base na sua justiça própria, com base no que conheceu pela revelação natural ou pela lei moral escrita no seu coração. A revelação geral, portanto, serve somente para aumentar a culpa daqueles que não ouvem ou não crêem no evangelho. Ensinar outra coisa é negar o sangue de Jesus Cristo e sua obediência perfeita como o único caminho de salvação, zombando dele e de sua cruz.]

     

    1. A punição. Os versículos 22 até o 32 do capítulo primeiro de Romanos revelam as consequências do pecado na vida dos homens. Eles tiveram a oportunidade de glorificar a Deus, mas não o fizeram (Rm 1.21), e agora colhem os maus frutos dessa obstinação. A expressão "Deus os entregou" não tem o sentido de causalidade, o que demonstra que Deus não é o responsável por essa obstinação humana. Ele apenas permitiu que os homens, como consequência de suas próprias ações e escolhas, andem nos seus próprios caminhos. Todavia, precisam saber que serão responsabilizados por isso. E de fato o foram. Paulo destaca que essa atitude reprovada cegou os homens, lançando-os na insensatez da idolatria, pois trocaram o Criador pela criatura (Rm 1.23). Depois os levou ao desvio da sexualidade (Rm 1.26,27) e, por último, fez com que eles adotassem uma diversidade de vícios morais e sociais (Rm 1.28-32).[Comentário: Como forma de castigo por nossas impiedades, Deus pode fazer cair fogo do céu, como já fez em outros tempos; mas a pior forma de sermos julgados, é Deus abandonar o homem à sua própria concupiscência. É totalmente desnecessário, aqui, entrar em infindável discussão sobre como Deus entrega os homens à vida de iniqüidade. É deveras certo que ele não só permite que os homens caiam em pecado, aprovando que vivam assim, fingindo não ver sua queda, mas também o ordena por seu justo juízo, de modo que são forçosamente conduzidos a tal loucura, não só por seus desejos maus, mas também motivados pelo Diabo. Paulo, pois, adota o termo entregar em concordância com o constante uso da Escritura. Aqueles que acreditam que somos levados a pecar tão-somente pela permissão divina provocam forte violência contra esta palavra, pois, como Satanás é o ministro da ira divina, bem como seu ‘executor’, ele também se acha fortemente armado contra nós, não simplesmente na aparência, mas segundo as ordens de seu Juiz. Deus, contudo, não deve ser tido na conta de cruel, nem somos nós inocentes, visto que o apóstolo claramente mostra que somos entregues a seu poder somente quando merecemos tal punição. Uma única exceção deve-se fazer, ou, seja: que a causa do pecado, suas raízes, sempre reside no próprio pecador; não têm sua origem em Deus, pois resulta sempre verdadeiro que “Tua ruína, ó Israel, vem de ti, e só de mim teu socorro” [Os 13.9].]

     

    SÍNTESE DO TÓPICO l

    Os gentios necessitam de salvação, pois também foram afetados pela Queda.

     

    SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

    Paulo retratou claramente a inevitável decadência em direção ao pecado, Primeiro, as pessoas rejeitaram a Deus; em seguida, elaboraram seu conceito de como Ele deveria ser; depois cedem a toda espécie de iniquidades: ganância, ódio, inveja, crimes, lutas, engano, malícia; finalmente, chegam a odiar a Deus e a encorajar os outros a fazerem o mesmo. Mas Ele não é o agente dessa progressão em direção ao mal. Quando as pessoas o rejeitam, Deus permite que elas vivam como desejam. Permite que experimentem as consequências naturais dos pecados que praticam. Uma vez preso nesse movimento descendente rumo ao pecado, ninguém poderá libertar-se por suas próprias forças. Os pecadores devem confiar somente em Cristo para libertá-los da destruição (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, Rio de Janeiro: CPAD, p. 1553).

     

    VOCÊ SABIA?

    "Todo menino judeu era circuncidado ao 8° dia de nascimento. Assim, estava unido à comunidade da aliança do Antigo Testamento, a quem Deus concedera a sua Lei. Possuir a Lei, entretanto, era inexpressivo, salvo se a pessoa a guardasse. Em breve Paulo irá demonstrar que não há quem possa cumprir às exigências de sua própria consciência, quanto mais as mais elevadas obrigações determinadas pela Lei de Deus".

     

    1. A NECESSIDADE DE SALVAÇÃO DOS JUDEUS (Rm 2.1-3.8)

     

    1 Os judeus em relação aos gentios. Paulo valeu-se do método de diatribe na carta aos Romanos, pois tal recurso permitia que ele dialogasse com os leitores. É de imaginar que um judeu, quando lesse o que Paulo dissera anteriormente sobre o mundo gentílico, ficasse eufórico pelo tom duro adotado no discurso de Paulo. Os gentios, de fato, encontravam-se numa situação deplorável diante de Deus. Entretanto, os judeus moralistas não estavam em melhor situação (2.1-16). Eles também eram igualmente condenáveis diante de Deus (Rm 2.1-3). Eles condenavam os gentios, mas praticavam pecados semelhantes. Por isso, eram carentes da graça de Deus da mesma forma.[ O fato de que o julgamento de Deus será justo (de acordo com o que fizemos, Rm 2.6-8) e imparcial (entre judeus e gentios, sem favoritismo, Rm 2.9-11) é desenvolvido por Paulo agora em relação à lei mosaica, mencionada aqui pela primeira vez e que terá um papel proeminente no resto da carta. Naquilo que se segue, Paulo volta-se para um representante imaginário (diatribe) de um grupo real e identificável de pessoas. Embora ele tenha especificado os judeus apenas, provavelmente ele já os tivesse em mente antes. Eles concordam com a declaração paulina sobre a ira de Deus, mas supõem-se a salvo dessa ira. Judeus e gentios parecem diferir fundamentalmente um do outro no fato de que os judeus ouvem a lei (Rm 2.13), possuindo-a e ouvindo a sua leitura na sinagoga todo sábado, enquanto os gentios não têm a lei (Rm 2.14). Esta não lhes foi revelada nem foi dada a eles. No entanto, insiste Paulo, pode ser que haja exagero nessa diferenciação. Afinal, não existe entre eles qualquer distinção fundamental no que diz respeito ao conhecimento moral que possuem (já que as exigências da lei estão gravadas em todos os corações humanos, 15), ou ao pecado que eles cometeram (desobedecendo a lei que conheciam), ou à culpa em que incorreram, ou ao julgamento que receberão.]

     

    1. Os judeus em relação à Lei. Outro aspecto da argumentação do apóstolo em relação aos judeus encontra-se nos versículos 17-29 do capítulo 2 de Romanos. Paulo sabia que todo judeu se orgulhava da Lei que lhes fora outorgada no Sinai (Rm 2.17,18). Ao contrário dos gentios que possuíam apenas a revelação natural, a eles fora dado também a Lei. Contudo, havia uma incongruência entre o conhecer a Lei e o praticá-la. Apenas o conhecimento da letra da Lei, sem a devida interiorização das suas normas e preceitos, conduziu o judaísmo a um moralismo estéril e farisaico. Nesse aspecto, de nada adiantava conhecer a Lei e não vivê-la (Rm 2.28,29). O judeu se tornara tão culpável quanto o gentio. Infelizmente, é ainda exatamente assim que muitos cristãos agem. [John Stott comenta: “O versículo 21 coloca os judeus e gentios na mesma categoria de pecado de mote. Paulo faz duas colocações paralelas, ambas começando com as palavras todo aquele que pecar. O verbo, no entanto, está no tempo aoristo e sua tradução deveria ser "todos os que pecaram" (hemarton), como se lê na tradução de Almeida. Paulo está resumindo a vida de peado deles sob a perspectiva do dia final. O argumento que ele apresenta é que todos os que pecaram perecerão ou serão julgados, indiferentemente de serem judeus ou gentios, isto é, quer tenham a lei mosaica, quer não. Todos os que pecaram sem lei (gentios), sem lei também perecerão (12a). Eles não serão julgados por um padrão que não conheceram. Perecerão em virtude do seu pecado, não por ignorarem a lei. De semelhante modo, todo aquele que pecar sob a lei (os judeus), pela lei será julgado (12b). Eles também serão julgados por um padrão que conhecem. Não haverá dois pesos e duas medidas: Deus será absolutamente justo em seu julgamento. Se pecou conhecendo a lei, ou se pecou ignorando a lei, o julgamento será de acordo com o pecado de cada um. "A base do julgamento são as suas obras; a regra do julgamento é o seu conhecimento" e se eles viveram de acordo com tal conhecimento. Porque não são os que ouvem a lei que são justos ao olhos de Deus; mas os que obedecem à lei, estes são declarados justos. Esta é naturalmente uma afirmação teórica ou hipotética, já que nenhum ser humano chegou a cumprir totalmente a lei (cf. Romanos 3:20). Portanto não existe nenhuma possibilidade de salvação por esse caminho. Mas Paulo está escrevendo sobre o julgamento e não sobre a salvação. Ele está enfatizando que a própria lei não dava aos judeus garantida de imunidade no julgamento, como eles pensavam, pois importante não era ter a lei, mas obedecê-la.”]

     

    1. Os judeus em relação à aliança. A pergunta que todo judeu faria Paulo fez para logo depois dar a resposta: "Qual é, logo, a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão? Muita, em toda a maneira, porque, primeiramente, as palavras de Deus lhe foram confiadas" (Rm 3.1,2). Mesmo tendo afirmado anteriormente que o que vale mesmo é a circuncisão do coração, o apóstolo não nega os privilégios de pertencer ao povo de Deus (Israel). Isso é mostrado no privilégio que eles tiveram de serem os despenseiros dos mistérios de Deus. A palavra grega logion traduzida aqui como "palavras de Deus", significa oráculo. A expressão refere-se é a revelação da Lei que Deus deu a Israel no Sinai. Era uma alta honra ter sido escolhido dentre todas as nações para ser despenseiro dos mistérios de Deus. Todavia, como bem observou F. F. Bruce, essa alta honra levava consigo uma grande responsabilidade. Se se mostrassem infiéis à confiança depositada neles, seu caso seria pior do que o das nações as quais Deus não se tinha revelado.[Ao revelar a sua vontade numa aliança especial, Deus deu aos judeus uma grande vantagem. O problema dos judeus não veio da parte de Deus. A incredulidade deles trouxe a condenação (3-5). Independente da falta de fé por parte dos homens, Deus continua sendo fiel. Ele é verdadeiro, mesmo se todo homem for mentiroso. Quando reconhecemos o nosso pecado, exaltamos a justiça de Deus. Se há alguma falha na relação de Deus com os homens, a culpa certamente é dos homens. O final do versículo 4 vem da versão grega de Salmo 51:4, uma passagem que mostra que a confissão do pecado do homem glorifica a Deus e realça a santidade e a justiça dele (compare Josué 7:19-20). Deus é justo em castigar os judeus (5-8). Foi fácil para os israelitas enxergar a injustiça dos gentios e concluir que aqueles pecadores merecessem o castigo. Reconhecer o seu próprio pecado foi muito mais difícil. Se Deus não aplicar a sua lei com justiça aos judeus, ele não teria direito de castigar os gentios (5-6). Entendendo que a santidade de Deus fica mais evidente quando comparada à injustiça do homem, alguém poderia tentar justificar o pecado para dar mais glória a Deus. Paulo rejeita tal raciocínio, dizendo que pessoas que pensam assim merecem o castigo (7-8).]

     

    SÍNTESE DO TÓPICO II

    Os judeus, embora fosse o povo escolhido de Deus, também necessitam de salvação.

     

    SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

    "Bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade" (Rm 2.2). Que podemos entender nessa declaração? O julgamento de Deus é instituído aqui em razão dos pecados do paganismo e do falho moralismo dos judeus em condenar os gentios. A questão da condenação do pecado é só todos. Uma vez que tenha pecado,  qualquer um incorre na condenação de Deus. Paulo Declara que os gentios pecaram (1.18-32) e os judeus também pecaram (2.17—3.8). Portanto, uma vez que, tanto judeus como gentios pecaram, todos da justiça de Deus (3.9-20).

     

    III. A NECESSIDADE DA SALVAÇÃO DA HUMANIDADE (Rm 3.9-20)

     

    1. A universalidade e o jugo do pecado. A argumentação de Paulo em Romanos 3.9-20 é que tanto os gentios como os judeus sem Cristo estão debaixo da condenação do pecado (Rm 3.9). A raça humana sem Cristo está sob o domínio do pecado. A expressão grega hüpo hamartían, traduzida como "debaixo do pecado" tem o seguinte sentido: no poder de, debaixo da autoridade de. Essa mesma construção gramatical ocorre em Mateus 8.9. Nessa passagem encontramos o centurião dizendo: tenho soldados hüpo emautón (por debaixo de mim), que em português tem o sentido de às minhas ordens. A ideia de Paulo é mostrar que a humanidade em seu estado natural, separada de Cristo, portanto, sob o domínio do pecado, é incapaz de libertar-se por si mesma. [Comentário: A conseqüência do pecado de Adão é que herdamos uma natureza pecaminosa, decaída. Isto não significa que todos os que não são cristãos vivem uma vida imoral, mas que cada um é pecador e deve se conscientizar acerca disso, pois o apóstolo Paulo falando dos gentios afirmou que estes ainda “... que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei; os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os” (Rm 2.14,15). Jeremias, diz: "De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados" (Lm 3.39); Salomão tinha consciência da universalidade do pecado e em sua oração, na dedicação do templo, afirmou: "Quando pecarem contra ti, pois não há homem que não peque..." (1Rs 8.46); Também Davi entendeu esta verdade, quando afirmou: "Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não há sequer um" (Sl 53.3). Paulo confirmou a doutrina da universalidade do pecado – "Pois quê? Somos nós mais excelentes? De maneira nenhuma! Pois já dantes demonstramos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado, como está escrito: Não há um justo, nem um sequer" (Rm 3.9-10). Também João foi enfático, afirmando: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós" (1Jo 1.9-10). No seu caráter universal o pecado e a morte nivelam todos os homens – "Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram" (Rm 5.12). "Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim, pela obediência de um, muitos serão feitos justos" (Ro 5.19).]

     

    1. Valores e comportamentos. Outras duas verdades que podemos perceber na argumentação de Paulo em Romanos 3.10 a 18, estão relacionadas com o caráter e a conduta. O pecado distorceu valores e comportamentos na sociedade. Valores invertidos são marcas de uma humanidade caída. Somente em Cristo eles podem ser reorientados.[Nenhum ser humano peca sozinho. O pecado sempre fará parte de uma rebelião cósmica contra Deus e contra a retidão. 1Jo 5.18 enfaticamente assevera que aquele que “pratica o pecado” é do diabo. Esse ser maligno é intitulado “deus deste mundo”, 2Co 4.4, e muitos são seus súditos e escravos. Será necessária uma providência cósmica para remover o pecado, e o julgamento tomará conta disso. Alguns textos em Salmos demonstram que o homem não é pecador porque peca mas que ele peca porque é pecador: “Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu a minha mãe” (Sl 51.5). “Desviam-se os ímpios desde a sua concepção; nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras” (Sl 58.3). “Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há um sequer” (Sl 14.3). Tais textos demonstram uma das formas da universalidade do pecado se manifestar: o pecado original ou congênito, que é a natureza pecaminosa que todo ser humano herda ao nascer. A natureza pecaminosa é a capacidade e inclinação humana para fazer tudo aquilo que nos torna reprováveis aos olhos de Deus. Embora as forças satânicas forneçam a agitação (ou tentação para o pecado, cf. Ef 6.11ss.), o indivíduo é responsável pelas suas ações, e, portanto, ele é convocado a arrepender-se. O homem não pode alterar o quadro cósmico, mas pode ser pessoalmente redimido. Se fomos gerados em pecado, somos pecadores. Se o homem não reconhecer que é pecador, jamais poderá ser salvo, porque Jesus veio para salvar os pecadores (Lc 19.10). Esta é a segunda natureza do pecado: o pecado ativo ou direto, que são os pecados cometidos inconsciente ou conscientemente pelo homem. A natureza pecaminosa conduz o homem a uma depravação total (cf. Rm 1), e a uma absoluta falta de mérito perante o seu Criador. A consequência do pecado é a morte. Concluindo, a aceitação teológica reúne a interpretação do “pecado original”, onde todos os homens participam do pecado “em Adão” (e contra esse pecado é que o juízo foi proferido) com a interpretação de que cada indivíduo tem o seu próprio pecado. Ambas as modalidades o condenam.]

     

    SÍNTESE DO TÓPICO III

    Todos, judeus e gentios, pecaram e necessitam da salvação que só pode ser encontrada em Jesus Cristo.

     

    SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

    Não há um justo, nem um se sequer (Rm 3.9-18). Paulo hvia argumentado que tanto os judeus quanto os gentios haviam pecado, e não alcançaram a glória de Deus. Agora ele prova essa observação citando vários Salmos. Seus leitores judeus poderiam rejeitar seu argumento, mas dificilmente rejeitariam o veredicto das palavras que eles sabem que são palavras de Deus. Tudo o que a lei diz aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus' (3.19,20). A palavra bupodikosfol usada no sentido legai de "passível de punição', A lei moral, na qual esperam o judeu e o gentio de boa moral, provou não ser uma fonte de esperança, e sim o padrão pelo qual foi estabelecido o insucesso deles. Assim, a lei não é marco de estrada nos direcionando à recompensa divina, mas espelho que, quando usado corretamente nos revela nossos pecados" (RICHARDS, Lawrence» Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 7.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 292).

     

    CONCLUSÃO

    A universalidade do pecado, isto é, que todos os homens estão debaixo da condenação eterna, é uma doutrina claramente demonstrada na Epístola aos Romanos. Por outro lado, o universalismo, doutrina herética que afirma que todos os homens, independentemente se acreditam em Cristo ou não, no fim de tudo, serão salvos, é claramente rejeitada nessa mesma carta. Cabe a nós, portanto, conhecedores desses fatos, viver essa bendita salvação e compartilhá-la com quem ainda não a possui. [A explicação bíblica sobre a universalidade do pecado está em que Adão e Eva, pessoas humanas literais, foram criados em estado de inocência, por um ato divino. Em seguida, foram tentados, e caíram no pecado. Isso impôs a mortalidade, a degradação e a desintegração. Esse ato de pecado, e seu estado resultante, foram então transferidos para a raça humana inteira, devido à conexão da raça com Adão. Isso está em consonância com os princípios ensinados em Romanos 2.6: o de que cada um será finalmente julgado de acordo com suas próprias obras. Como diz Champlin: “O pecado de Adão é a raiz; os pecados da humanidade são os ramos; os pecados individuais são os frutos. A sentença de julgamento recai sobre a árvore inteira, e não apenas sobre uma parte da mesma”.] “NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8)”,

    Francisco Barbosa

    Hoje, em Campina Grande-PB

    Abril de 2016

     

    PARA REFLETIR

    A respeito da Carta aos Romanos, responda:

    • Segundo a lição em que culmina a atitude de rebelião contra Deus?

    Essa atitude de rebelião contra Deus culmina com a adoração idólatra que põe a criatura em lugar do Criador.

    • A ignorância espiritual conduz a quê?

    A ignorância espiritual conduz à idolatria religiosa.

    • Os judeus moralistas estavam em melhor situação espiritual que os gentios?

    Não. A argumentação de Paulo é que tanto os gentios como os judeus sem Cristo estão debaixo da condenação do pecado (Rm 3.9).

    • O que produziu o conhecimento da Lei, sem a devida interiorização das normas e preceitos?

    Apenas o conhecimento da letra da Lei, sem a devida interiorização das suas normas e preceitos, conduziu o judaísmo a um moralismo estéril e farisaico.

    • Segundo Paulo, qual a vantagem de ser judeu?

    Muita, em toda a maneira, porque, primeiramente, as palavras de Deus lhe foram confiadas (Rm 3.1,2).

  • AGE COMADEPAR - 6 - 7 de Maio de 2016 - Penápolis SP

    AGE COMADEPAR - 6 - 7 de Maio de 2016 - Penápolis SP

    Comadepar Conveção de Ministros das Assembleias de Deus do Estado do Paraná - AGE Maringá 25 05 2014

     

     

     

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